FABRICAÇÃO DE EMBUTIDOS – VALORIZAÇÃO DAS EMPRESAS LOCAIS

A fabricação e comercialização de produtos ditos "coloniais", feitos em casa e sem inspeção, ainda é uma prática comum no Brasil, principalmente em pequenos municípios do interior. No entanto, a comercialização de produtos de origem animal produzidos sem inspeção sanitária é proibida pela nossa legislação (Lei Federal nº 1.283 de 18 de Dezembro de 1950) e os mesmos são considerados irregulares (clandestinos) e impróprios ao consumo.
O consumo destes produtos representa um sério risco à saúde do consumidor, pois a carne obtida no abate clandestino (abigeato) pode apresentar diversos agentes zoonóticos e micro-organismos patogênicos provenientes do próprio animal ou serem veiculados pelo manipulador, equipamentos ou até mesmo da água utilizada durante o abate irregular.
O padrão de identidade e qualidade da Lingüiça Colonial define o produto como sendo o produto cárneo industrializado, elaborado exclusivamente a partir de carnes suínas, adicionado de toucinho, ingredientes, moído em granulometria variável, embutida em envoltório natural, curado, que sofre um processo rápido de fermentação, defumado e dessecado por tempo indicado pelo processo de fabricação.
No processo de cura da carne, o nitrito e o nitrato são os aditivos químicos mais utilizados, os quais têm a finalidade de desenvolver a cor característica da carne curada, funcionando como bacteriostático em meio ácido e inibindo o desenvolvimento da bactéria Clostridium botulinum. Estes sais de cura são cancerígenos quando usados de forma errônea e sem controle no processo, por isso existem legislações específicas que definem a quantidade máxima de utilização. No entanto, quando se trata de produção caseira onde as quantidades não são devidamente calculadas e pesadas, estes limites podem ser extrapolados, colocando assim em risco a saúde do consumidor.
O consumo de embutidos produzidos sem inspeção sanitária pode também causar intoxicações alimentares de origem microbiológica e química, uma vez que estes produtos não são produzidos dentro dos padrões de identidade, qualidade e segurança alimentar exigidos pela legislação.
Por isso é fundamental a valorização e o reconhecimento da qualidade dos produtos produzidos pelas seguintes empresas registradas no Serviço de Inspeção Municipal: Embutidos Kellus, Embutidos Bauer, Embutidos Rolantense, Embutidos D’ Born e fábrica de embutidos do Supermercado Bohlke.
Essas empresas têm a sua produção inspecionada pelo Serviço de Inspeção Municipal, trabalham dentro das normas de Boas Práticas de Fabricação, possuem programas de autocontrole que vão desde o recebimento da matéria prima, produção e expedição de seus produtos, realizam exames microbiológicos e físico-químicos de produtos e água de abastecimento e os funcionários anualmente realizam exames de saúde, tudo isso para disponibilizar produtos seguros e de qualidade, sempre respeitando os direitos dos consumidores.


Texto: Médicos Veterinários Rafael Duarte e Gabriela Javornik Barroso
SERVIÇO DE INSPEÇÂO MUNICIPAL DE ROLANTE – Cuidando da segurança dos alimentos e da saúde da população.

























 

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